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Economias feitas, lugar aonde vai ficar escolhido, vários planos na cabeça, vamos às lojas tentando realizar nosso sonho, ai vem aquela velha e boa pergunta: O que eu devo comprar exatamente ? Sendo um iniciante, como todos já foram um dia, idealizamos aquilo que vemos em demonstrações, exemplos, fotos, na casa de amigos, nas lojas, enfim temos a certeza de que se funciona em todos estes lugares, logo em casa irá funcionar também. Pois é ,nem sempre isto é assim e muitos largam o aquarismo por gastarem muito dinheiro e tempo que nem sempre estão tão disponíveis assim, e acabam se frustando, tudo com a idéia de se ter um aquário bonito. A intenção aqui é justamente preparar o caminho das pedras, para que as coisas fiquem mais fáceis e objetivas, mas claro deixando claro que com toda certeza você e seu aquário terão de passar por todos os imprevistos. O aquário não é um objeto que depois de pago liga-se um botão e tudo funciona, na verdade é preciso preparo e conhecimento e estar ciente de estar lidando com várias vidas presentes e futuras. O Poder aquisitivo está ligado diretamente ao “tamanho” do seu Reef, muitos sonham em ter um aquário na parede enorme igual o da loja, só que o aquário não é só o preço do vidro, tem os gastos fixos com energia elétrica , animais, testes , química e equipamentos que irão muito além do esperado. Sabendo então destes futuros contra-tempos, você deve estar se perguntado: Poxa ,se é assim nem vou começar .... Não é isto que quero dizer que, leia tudo que puder a respeito de aquarismo, sistemas, peixes e invertebrados, participe de fóruns, tire suas dúvidas, faça suas perguntas, porque talvez aquele peixe maravilhoso que você cobiça ter, não seja adequado para o modelo ou sistema de aquário que você planejou em ter, absorva o máximo de informação possível, a literatura no Brasil é muito escassa mas tem muitos sites de apoio, um aquário necessita de muita atenção e cuidados, lembre-se de estar mexendo com vidas independente de preço ou algo parecido, você terá que dispor de uma rotina diária, semanal e mensal, onde nesta rotina se encaixam os testes, correções, trocas parciais (TPA), manutenções, alimentações, detalhes muitas vezes pequenos mas com muita importância. Ao montar um aquário você tem que ter em mente o funcionamento dele e para que serve cada equipamento, suplemento, acessório, habitantes, e a seguir tentamos detalhar ao máximo a mecânica de um aquário para que um sistema lhe traga bastante alegria. Na maioria das vezes o que se gasta comprando tudo em uma
única loja sai caro, e se fizermos um levantamento em outras lojas, em
fóruns, etc, cai e muito quando você monta seu próprio projeto, muitos,
inclusive nós, dizemos que no aquarismo não existe regras, e isto não
é totalmente verdade, pois um aquário que funcione, entenda-se “bem equilibrado”
tem que ter ,equilíbrio químico, iluminação, circulação e uma excelente
filtragem, isto não tem como fugir, com dicas que virão a seguir, acreditamos
que será diferente a maneira que você verá um aquário montado.
Vidro ou display como alguns chamam depois do aquário montado, a escolha do formato do vidro é livre e vai do gosto de cada um , porém tem que respeitar alguns fatores básicos. A Altura de um aquário (vidro) é determinada de acordo com a iluminação a ser usada, como os seres serão totalmente dependentes dela a altura fica restrita e não deve ser superior a 60cm, acima desta altura existe a perda de eficiência da iluminação; Alturas maiores que 60cm deverão ser usadas lâmpadas de vapor metálico fortíssima de 400 a 1000W para que as ondas consigam chegar ao substrato. Por que? Por que os animais , rochas e invertebrados, necessitam da luz como fonte de energia e para que ocorra a fotosintese , iniciando assim um ciclo de vida onde um alimenta o outro , desta forma estamos simulando de maneira artificial a luz do sol. Para evitar que seu aquário estoure a colagem ou mesmo o vidro, é necessário o uso de travas, que normalmente são usadas as travas centrais, dependendo do comprimento, neste caso ela dificulta a passagem de luz, ocasionando perda na eficiência, não que isso seja prejudicial, mas se for o caso, procure usar a trava francesa.A trava francesa, vai colada em torno do aquário e não no centro, evita-se assim respingos e não afeta a iluminação, em aquário marinho não se deve usar tampas de vidro, elas influenciam na passagem de iluminação, que no nosso caso é vital , para evitar respingos na iluminação, deverá ser deixado um distância de 5cm da flôr dágua (área de segurança) até o topo do aquário para se evitar que a evaporação jogue sal na iluminação ou até fora do aquário, sem falar em possíveis transbordos, dependendo da litragem de seu aquário (display) , varia a espessura do vidro que deverá ser respeitada a risca, um aquário necessita de cálculos de pressão que as vezes pelo custo do vidro mais grosso, utilizamos uma espessura menor, colocando em risco todo o projeto. Descontando-se a altura do substrato de +ou- 10cm + Área de segurança de +ou- 5cm o que sobra é o que chamamos de coluna dágua. Ex :Num aquário de 50cm de altura teremos uma coluna dágua de 50 – 10 – 5 =35cm. A litragem como medida de referencia usada para calcular suplementos ou volume do sistema, não é a medida da Altura X Largura X Comprimento ,dividido por 1000 como muita gente faz , este valor é o Bruto e na verdade para medida correta usamos o Valor Liquido, este valor deverá ser obtido com o aquário montado . Ex. : A medida da Coluna d’agua (altura total - a altura do substrato – espaço livre) X Largura X Comprimento e desconta-se ainda o volume das rochas. O correto e preciso ,seria depois de montado todo o sistema esvazia-lo e contar quantos litros saíram, desta maneira fica a litragem real como medida para qualquer referência. Veja abaixo a tabela de vidros como referência:
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Sistema por
Bota

Utilizando o Sistema de Tubo
1 – Pelo sistema de “tubo” a montagem é a seguinte, depois de furado o fundo do aquário no lugar desejado, a flange deverá ser colada com silicone, coloca-se um tubo de 1 polegada de diâmetro colado a flange, a altura deste tubo dentro do aquario deverá ficar com 5 cm mais baixa que a beira do vidro, depois do sistema funcionando esta medida variará de 4 a 3 cm, por que ?
Porque a água subirá de 1 a 2 cm acima do tubo para só assim descer por ele. O inconveniente neste caso é a aparencia do cano dentro do aquario, mas neste caso você poderá estar colando pequenos pedaços de rochas para que esconda o cano e deixando uma aparencia mais discreta.
2 - Pelo sistema por “Bota”, que tem este nome devido ao seu formato. Segue o mesmo procedimento para instalação do tubo, porém, em vez de se colocar o cano, é feito uma caixa coletora em forma de “L” visto de lado. A altura desta bota deverá ficar com 5cm mais baixa que a beira do vidro do aquário, pelo mesmos motivos do tubo, a água irá subir e a medida ficará variando , deixando também uma área de segurança.
A altura da peça que cobrirá a flange não poderá ser muito alta, a medida ideal deverá ser em torno de 5 com tanben, pois com a altura do substrato é ele que irá esconde-la.
O vidro de trás do aquário e o que fica aparente da bota, poderão ser fumê , assim escondem o sistema e deixam o visual mais interessante.
3 – Pelo sistema de “Sexto vidro”, o procedimento é como os outros descritos, o diferencial está em colocar um vidro mais baixo (5cm) paralelo ao vidro de trás, a água transbordará por este vidro mais baixo e por meio de uma pequena bota irá para a flange. O vão entre os 2 vidros poderá ser de 1cm e poderá ser colocado um vidro azul ou fumê para esconder a água caindo, desta forma você estará coletando água da superfície inteira.
Se optar pelo azul este deverá ser colado a outro vidro por ter uma espessura muito fina.
Não apresentei um desenho para se evitar problemas com patentes.
Todos estes sistema são válidos e extremamente funcionais, como consideração geral pedimos a sua atenção a altura da cobertura da flange que deverá ser mais baixa que o substrato, o uso de registro de esfera, grade de proteção , flange de no mínimo 1 polegadas e distância entre a queda dágua e altura total de 5cm.
Em qualquer que seja o sistema adotado por você, lembre-se que você deverá colocar na saída da flange para o sump um pedaço de cano da mesma bitola, e na ponta um registro de esfera plástica (PVC), pois é justamente com este registro que você fará o controle de saída de água para o sump, e também o controle do barulho de ralo que sua patroa irá tanto reclamar !!!
Dependendo da vazão que vem do Display para o sump, poderá ocorrer um barulho, que para muitos é relaxante, para outros inclusive as patroas, é inaceitável. O barulho é proveniente da entrada do ar junto com a água, para amenizar este “barulho”, com o registro de esfera colocado antes da água chegar ao sump, a água poderá ser “regulada“ para ficar até o meio do tubo ou bota amenizando assim o barulho, tem que ser no máximo até meio porque poderá haver variações de voltágem durante a noite fazendo a bomba de recalque aumentar sua pressão e consequentemente causar uma inundação.
A
tela de segurança ou um sensor de nível elétrico são muito bem vindos,
pois caso acidentalmente se entrar um Turbo Snail ou mesmo uma Astrea,
ou qualquer coisa que bloqueie o fluxo d´agua, o nível do aquário subirá,
causando transbordamento. Clique
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Acessório desenvolvido para eliminação de impurezas da água (filtragem), também utilizado para abrigar equipamentos que normalmente ficariam localizados dentro do aquário ,como carvão ativado, skimmer, reator de Cálcio, bombas, termostato, etc, etc, causando assim uma impressão não natural.
Pode ser construído de acrílico ou vidro e com vários níveis diferentes de água de acordo com cada equipamento a ser utilizado, sendo assim, cada aquário terá um sump com características diferenciadas, pois não temos assim um padrão.
Uma de suas principais utilizações é a de abrigar a caixa de reposição, ela tem a função de repor a água doce que evapora do sistema, isto é feito por intermédio de uma bóia ,que manterá a densidade inalterada, nos sistema de montagem atual a regularidade e estabilidade dos parâmetros é primordial, o uso do sump auxilia em muito esta estabilidade.
O
sump também é usado para ministrar suplementos, devido a grande movimentação
e oxigenação, seu tamanho ideal se refere também ao tamanho do móvel e
proporcionalmente aos equipamentos que dentro dele irão trabalhar, particularmente
achamos que não deve ser muito grande, para que a água passe rapidamente
por ele sem causar perda de oxigenação.
Sua instalação poderá ser de várias maneiras: atrás, dos lados ou abaixo
do aquário, que neste caso exige uma bomba de maior potência por haver
perdas causadas pelo desnível, ou seja, se for instalado abaixo do aquário
a bomba deve estar o mais próximo possível da base inferior do aquário,
minimizando o trabalho de retorno da bomba. Poderá também ser acrescido
um refúgio desde que ele seja instalado depois do skimmer.
A perda de vazão da bomba está diretamente ligada a medida do tubo de retorno, um tubo muito grosso aumentará a quantidade de água dentro dele (massa), neste caso aconselho o uso de tubos de ½ pol. Ou mangueira de jardim podendo se usar as conexões próprias para isto. Não aconselhamos o uso de mangueiras transparentes elas criam algas dentro delas, podendo até obstruir o fluxo.
Segue abaixo desenho de um sump simples.
Neste projeto, a água vem do display via overflow, cai na área do skimmer onde o vidro delimita a altura da coluna dágua para que o skimmer trabalhe sem flutuações da superfície (muito importante e essencial).
A partir disto a água por gravidade desce para o quebra bolhas (vidros em Zigue zague), passa pelo carvão ativado e vai para o compartimento da bomba de retorno ou recalque, que por sua vez bombeará a água que desceu de volta para o display.
· Importante
O nível desta área é mantida pela bóia, que dosa a água que evapora do sistema, se na montagem inicial do aquário a água estiver acima da bóia, esta se evaporará até chegar ao nível da bóia, com isto sua densidade sobe porque não foi reposta água doce.
Se estiver abaixo e a caixa estiver cheia, o conteúdo da caixa irá entrar no sistema e a água será dosada até a bóia ficar no nível, daí sua densidade cairá.
Primeiro monte o sistema, acerte a densidade e depois coloque água doce na caixa de reposição. Uma vez iniciado o processo, nunca deixe a caixa de reposição ficar sem água, com risco da sua salinidade subir demais, comprometendo o equilíbrio.
· Teste e Dica Importante
Seu sump deverá comportar toda a água que descerá do display mais a água que fica dentro dele, ou seja, em caso de queda de energia, pane elétrica, queima de bomba, toda a água que está sendo captada do display ira parar dentro do sump, com isso provavelmente irá ultrapassar a altura do seu sump, portanto projete e calcule muito bem este detalhe.
Alem disto, você deverá ficar atento também para a saída/altura do recalque dentro do aquário, pois ele pode estar entrando muito dentro do aquário, e com a bomba desligada ele funcionará como um sifão, fazendo com que a água seja jogada toda para dentro de seu sump até o momento que entrar ar, para eliminar este problema, instale o difusor mais para cima ou faça um pequeno furo no tubo, que achamos mais aconselhável, ou utilize as usas técnicas de engenharia aquaristicas, que nessas horas desperta em todo mundo !!!!.
Como
dica para fazer o furo com o sistema funcionando, marque 1cm abaixo da
flor d’agua (aquário em funcionamento) no tubo com lápis o local a ser
efetuada a furação , faça um furo bem pequeno de preferência de 2 a 3
mm, com o uso deste furo a água irá descer e quando chegar nele entrará
ar, cortando o efeito sifão, lembre-se que por este furo irá sair água
também, portanto caso você resolva deixa-lo muito próximo da flor d’agua,
ela irá jorrar para fora do aquário também ,procure fazer o furo de modo
que ele jogue a água para dentro do aquário ou coloque um tubinho direcionando
para baixo!!!
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Depois da água passar pelo sump, ela deverá retornar (recalque) para o Display, para isto usamos uma bomba de retorno (Recalque), que terá sua potência de acordo com a aplicação.
Ex. Existem aquaristas que a própria bomba de retorno faz a circulação dentro do display devido a grande potência (vazão X Pressão), outros usam uma não tão forte e completam a circulação interna com outras bombas menores ou até mesmo com o uso de gira-giras. Vai de cada um, uma boa dica seria usar uma tubulação o mais fina possível , com isto a perda de pressão é otimizada, muitos aquaristas usam mangueiras com a bitola da bomba, com isto facilita colocar o retorno da água onde se desejar.
Na
ponta da tubulação de retorno poderá ser usado um gira-gira especifico
ou até mesmo um difusor de fluxo caseiro , que consiste num cap furado
(veja no faça em casa).Clique
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Também conhecido como Desnatador ou Fracionador de proteínas , tem a finalidade de eliminar nutrientes indesejáveis da água do aquário como, proteínas, aminoácidos, enzimas, dejetos orgânicos, restos de comida e a gordura que se localiza na flor da água do aquário (desde que a água captada seja de superfície). Também aumenta consideravelmente o teor de oxigênio na água devido a injeção de oxigênio. O sistema pode ser por aspiração , onde a bomba puxa o ar para a bomba ou por venturi onde o ar é pressurizado para dentro da câmara de reação.
Um
skimmer é formado por Bomba,
injeção de ar, câmara de reação e copo coletor.
Ele pode ser confeccionado de várias maneiras
, materiais e formatos, uns utilizam-se de bombas e outros madeira porosa.
Normalmente potência do Skimmer varia de acordo com a massa (sujeira)
existente no aquário (tudo que tem vida gera um resíduo).
Existem várias marcas no mercado: Berlim, Seaclone, Tunze , Morato , Ventture
etc.....
Muitos aquarista confeccionam os seus próprios Skimmer's que também funcionam
muito bem.
O
skimmer tem por finalidade retirar dejetos que ficam em suspensão, ele
trava o acúmulo de Nitratos (indiretamente) , funciona assim , ele não
retira diretamente o Nitrato diretamente e sim não o deixa aumentar ,pois
ele retira a sujeira antes dela ser transformada.
A manutenção deste equipamento deve ser efetuada uma limpeza, sempre que
o "copo" estiver com impurezas, a sujeira que fica no tubo do
copo coletor atrapalha o seu funcionamento.
Cuidado pois muitas vezes o tubo injetor de ar pode entupir com o acúmulo de sal, é recomendável a cada 4 meses uma limpeza geral , colocando-se o equipamento em funcionamento num recipiente com água doce e vinagre, deixando-o em funcionamento no mínimo por 2 horas.
* O Skimmer também elimina elementos úteis para o aquário, como o iodo, elementos traços, que devem ser repostos em forma de suplementos ou trocas parciais de água (TPA).
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Nele também existe vida (Micro fauna) que se alimentam de restos de comida ou material em decomposição, você pode acelerar este processo na montagem coletando um pouco de substrato de um outro aquário mais antigo e estabilizado .
Em hipótese alguma deve-se sifonar o substrato, com o uso do pessoal da faxina (Astreas, turbo snails , ofiurus e camarões (Stenopus) esta função será feita de maneira natural, conforme eles se locomovem a “poeira” sobe , saindo do sistema, sem falar que se alimentam de material em decomposição também.
Lembre-se,
substrato não é algo que pode ser alterado a todo momento, uma vez implantado
não deverá sofrer alterações.
Se você optar pelo uso de Halimeda (origem vegetal) ou aragonita (conchas
e corais moídos), sugerimos antes da montagem, lavá-la com cloro e deixá-la
secar ao sol, com isso você eliminou boa parte de sujeira, um dos fatores
que poderiam afetar a eficácia do sistema ,com o uso de Cloro esterilizamos
o substrato diminuindo em muito o aparecimento de algas indesejáveis como
as algas marrons (diatomáceas) e algas verdes (filamentosas).
Alguns aquaristas utilizam-se de sistemas mais complexos como o uso de rochas, aragonita super fina, halimeda com plenum e halimeda sem plenum (plenum = área entre o fundo do aquário e o substrato que pode ser feito com placas de fundo sem as torres).
O Sistema com plenum é chamado de Jaubert.
A montagem consiste em se usar um substrato de material calcáreo (Halimeda por ex.) por cima de uma zona isolada de água, formando um plenum no fundo do aquário. Para isto monta-se uma tela tipo grade de geladeira e deixando com aproximadamente 1 polegada de altura , colocava-se uma camada de substrato de 6 a 8 cm ,uma outra tela intermediária de proteção , afim de se evitar que animais esburaquem o substrato e por fim mais substrato até ter aproximadamente 12 cm de altura total.
Depois de montado, utilizava-se o sistema como um filtro biológico comum , para isto monta-se as bombas que depois de um determinado tempo (3 meses) eram retiradas e o tubo tampado, com isto as bactérias aeróbicas se transformam anaeróbicas , iniciando o processo desnitrificador.
No Brasil esta tela foi trocada por placas de filtro biológico de fundo com pequenos furos , as placas devem ser com furos pequenos ,afim de evitar que o substrato não entre na zona que deverá ter apenas água , para montagem das bombas utiliza-se as placas com torre.
O objetivo deste sistema em tese é que a água pela falta de oxigênio e com o acréscimo dos detritos via substrato tenha seu PH reduzido , tornando-se ácido, com isto, esta água ácida dissolve o substrato formando uma solução , que aos poucos seria injetado no restante da água do aquário , suprindo cálcio e mais alguns elementos , a parte ruim da solução sai em forma de gás (Nitrogênio) indo para a atmosfera, com o tempo esta dissolução consome a halimeda ,devendo ser reposta .
O funcionamento ao meu ver se assemelha a um reator de cálcio , onde o sistema aquário, seria o reator.
De acordo com o projeto inicial para perfeito funcionamento deveria ter muita matéria orgânica, para isto bastava colocar bastante peixes e alimentá-los bem.
Apesar
de parecer perfeito, este sistema causa muita discussão quanto sua eficácia.
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A alta circulação é um fator imprescindível no aquário marinho, pois a oxigenação depende deste item, se a água não circular satisfatóriamente por todo o aquário haverá zonas pobres em oxigenação. Muitos se utilizam da velocidade em 20 vezes a litragem do aquário por hora ,mais isto não é uma regra vai depender da disposição e quantidade de rochas, que não poderão bloquear o fluxo, este deverá passar por entre as rochas sem restrições, 75% dessa circulação deve ser direcionada do meio para a parte superior do aquário, ocasionando assim maior oxigenação e troca de gases na superfície, desta forma o substrato não sofre alteração (buracos) com um direcionamento para o fundo. O uso de Gira-Gira é muito indicado.
O
gira-gira poderá ser hidráulico (se movimenta pela força da água ) ou
elétrico onde seu movimento é feito por intermédio de um motor como num
ventilador, levando a bomba de um lado para o outro, já o Wave-Maker as
bombas são ligadas e desligadas de maneira intermitente, fazendo com que
o fluxo fique sempre alternado , porem tem que se escolher bem as bombas,
este sistema costuma queimar as bombas por não serem projetadas para ligar
e desligar o tempo todo. Estes acessórios são usados principalmente quando
se irá criar corais que vivem na natureza com fluxos de diferentes pontos
.
O uso de rochas
vivas (furadas) auxilia na circulação, você também pode colocar as pequenas
apoiando as maiores, usando tubos de caneta para apoiá-las ou mesmo pequenas
rochas cobertas pelo substrato, esta técnica é usada para se evitar desmoronamentos
,
causados pelos animais que ficam “passeando” pelas rochas.
Para evitar o aquecimento da água , procure utilizar ao invés de bombas
super potentes, bombas de menor vazão, distribuídas pela área do aquário
, causando assim, menos troca de calor e consumo de energia elétrica:
Exemplo - Ao invés de utilizar uma bomba de 2000 litros, faça uso de 2
de 1000 litros (dependendo do tamanho do aquário), ocasionando assim uma
melhor circulação interna.
Alguns
aquaristas optam por bombas fortíssimas tipo Quiet- One ou Little Giant
no retorno , sendo assim, o próprio retorno devido sua alta pressão faz
toda a circulação.Clique
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Fator
de muita importância no aquário de rochas vivas e corais vivos, pois é
alimento para muitos seres microscópicos e algas simbióticas que ali vivem
(zooxanthelaes).
Normalmente usa-se como referência uma relação de 1W/litro, exemplo: -
Num aquário de 100 litros livres (descontando-se as rochas e altura do
substrato) coloca-se 100W de iluminação,
A litragem para cálculo de iluminação
deverá ser só a do display, não se conta o volume do sump ; o fator mais
importante são os Kelvins (K) que nada mais é que o espectro de luz ou
temperatura de cor, no oceano os animais recebem uma determinada energia
proveniente da luz do sol para seu desenvolvimento, no aquário não é diferente,
nossa intenção é simular o sol artificialmente e não só iluminar a caixa
de vidro. No mercado normalmente são encontradas para aquários lâmpadas
que variam de 5.000 à 10.000K, quanto maior o número de Kelvins (K) mais
azul é o espectro desta lâmpada, porque azul?
Porque
é a cor que mais se aproxima do local onde os animais estão na natureza
e também por conter espectro mais aproveitável por eles .O espectro com
o passar do tempo vai perdendo eficiência devido ao consumo dos “ingredientes”
que foram usados para formar a cor, isto não quer dizer que a lâmpada
queimará , mais sim que não terá o mesmo efeito de uma nova.
Aconselha-se
a troca de tubos fluorescentes a cada 8 meses, para se manter o espectro
sempre intenso, isto poderá ser observado nos corais, eles se esticam
mais para buscar a iluminação, aquários com iluminação deficiente mantém
os corais mais alongados e num sistema que esteja de acordo os corais
terão uma forma mais aberta e “gorda”.
Para as Lâmpadas de vapor Metálico (HQI) o tempo de troca dependendo do espectro duram até 3 X ou mais que os tubos algo em torno de 2 anos aproximadamente, porém seu preço é bem maior e necessita de uma fonte de 220v, não existe no mercado lâmpadas HQI de 110v.
O fato de colocarmos como base 1W/litro é como referencia e não regra, os Lúmens são neste caso primordiais, um exemplo disto para se entender melhor é se num aquário tivermos 150W de Fluorescentes e em outro aquário idêntico tivermos 150W de vapor metálico (HQI) o aproveitamento do sistema com HQI será maior, uma Lâmpada HQI tem muito mais Lumens que uma Fluorescente de mesmos Watts, Lumens a grosso modo seria a capacidade de penetração na água.
A
iluminação como as bombas ou qualquer equipamento elétrico produz calor,
por isto procure usar tampas altas e com saídas de ar, isto faz com que
o ar quente gerado pelas lâmpadas e reatores se disperse, o uso de um
ventilador ajuda e muito na refrigeração, chegando a baixar até 2º dependendo
da instalação (sugerimos uma ventuinha de fonte do computador) soprando
para a flor d’agua.
A iluminação
artificial simula o dia e a noite no aquário, no entanto devemos mantê-las
acessas por um período de 10 a 12 horas, sempre ligando e apagando no
mesmo horário (faça uso de um timer), lembre-se o meio artificial deve
simular o meio natural.Clique
aqui para exemplo de
tampa
Em aquário marinho não utiliza-se tampas de vidro, pois atrapalham a passagem
da luz.
Cuidado com mudanças bruscas na iluminação, por exemplo:
- Tubo
fluorescentes por HQI (vapor de sódio), elas podem queimar os corais,
você precisa iniciar a utilização delas aos poucos, ou seja ligar 2 horas
por dia e ir aumentando este tempo até chegar às 10 ou 12 horas.
Além do uso das lâmpadas acima citadas você pode simular o nascer e por
do sol utilizando lâmpadas Actinicas ligando uma hora antes e desligando
1 hora depois das outras lâmpadas.
Clique aqui para voltar aos tópicos
Existe algumas reposições que são de grande valor no aquário, são elas:
- Água doce - no aquário marinho, você não percebe, mas há uma grande evaporação aumentado assim a densidade (pois o sal não evapora) portanto, temos que repor água doce, que deve ser de reverse osmose , deionizada ou destilada em recipiente de vidro, a reposição tem que ser de boa qualidade pois os sais e minerais contidos nela irão para o sistema, por isso a água de reposição doce tem que ser a mais pura e isenta de metais e minerais possível, assim evita-se algas indesejáveis que se alimentam desta matéria que queremos ter fora do Reef.
- Cálcio - Largamente absorvido pelos corais para formação de sua estrutura, rochas e algas coralinas, ele deve ser reposto diariamente (dependendo do volume de corais), utiliza-se para esta finalidade hidróxido de cálcio, colocado vagarosamente no aquário, ou diretamente ( cuidado o excesso pode causar sérios danos ao sistema), pode-se usar o Bio- Calcium também, este estabiliza Cálcio e Reserva Alcalina.
Uma reposição usada por muitos é o Hidróxido de Cálcio por gotejamento , ele estabiliza o sistema e repõe cálcio .
- Elementos traços - Absorvido também pelos corais, os elementos traços são encontrados em pequenas concentrações dissolvidos na água, estes elementos devem ser repostos, esta reposição é feita através suplementos ou trocas d’agua periódicas.
- Tamponadores
– A utilização de tamponadores é para repor
bicarbonatos e carbonatos a água , havendo assim uma manutenção da Reserva
Alcalina ou Reserva de Carbonatos, poderá ser usados para este fim um
produto chamado Buffer.Clique
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Sistema todo montado, faça um teste enchendo o aquário com água doce e coloque para funcionar, check a colagem, se há vazamentos , barulho enfim como se estivesse trabalhando a todo vapor.
Feito isto , como a água é muito cara e não deve ser usada de maneira irresponsável, imagine jogar fora a água de um aquário de 400 litros é algo incoerente, como fazer então. encha o aquário com água deionizada ou RO, assim poderá ser dissolvido o sal nela.
Passemos agora para a montagem do substrato, escolha o sistema seja Jaubert ou Adey ou qualquer outro .
Eu particularmente costumo colocar pequenas rochas direto no fundo do aquário, antes do substrato , acredito que neste tipo de montagem não se corre riscos de desmoronamentos futuros, feito isto deixe um nível de uns 20cm de água no display e vá adicionando o substrato, porque a água no fundo ?
Assim evita-se bolhas de oxigênio no substrato, este método serve para a montagem com placas se o sistema for Jaubert.
Coloque a quantidade de substrato até atingir uns 10 a 12 cm de altura, muitos aquaristas costumam colocar em ângulo, ou seja um pouco mais baixo na frente e mais alto na traseira, deixando o visual interessante.
Monte o Lay-Out das rochas , sempre lembrando de deixá-las espaçadas para melhor fluxo de água e consequentemente maior oxigenação.
Coloque o suficiente que não fique muito abarrotado de rochas, lembre-se que irão ser adicionadas rochas com corais, Zoanthus e Mushroons, portanto tem que haver espaço.
Muitos corais são colocados direto no substrato deixe uma área na frente livre para os animais que serão colocados lá .
Complete o nível de água e coloque o sistema para funcionar , primeira coisa a ser medida é a densidade, se alta , tire água salgada, se baixa coloque água salgada, isto partindo do principio de se estar usando uma caixa de reposição.
É normal ficar muita matéria em suspensão , para resolver isto use uma camada de perlom na descarga para o sump, não reutilize , como é barato jogue fora e coloque outro novo até a água ficar cristalina, depois disto não é mais necessário o uso de perlom.
Depois de 1 semana aproximadamente comece a monitorar o Nitríto e Amônia, assim que estes parâmetros zerarem pode-se começar aos poucos a introduzir os animais, aos poucos, porque o sistema é novo e não processará a matéria orgânica de maneira satisfatória, desde o inicio da montagem faça uso de Hidróxido de cálcio depois do 1º mês comece a monitorar o cálcio, Fosfato e Nitrato.
Poderão ser introduzidos ao sistema o pessoal da faxina, Astréas , Ofiúros e Turbo Snails.
Estes se alimentam de matéria orgânica, algas e restos , nesta fase eles são bem vindos, não coloque muitos por que no inicio será oferecido muito alimento que será rapidamente por eles, quando ficar mais controlado alguns morrerão de fome.
Alguns aquaristas aconselham não ligar a iluminação neste período, no inicio da montagem muita coisa que era viva nas rochas morrem com isto há um aumento de matéria orgânica que somada a iluminação (alimento) haverá uma explosão de micro-algas .
Aconselhamos
iniciar o período de iluminação em 1 hora diária e ir aumentando 1 hora
a cada 2 dias até chegar no foto-período de 10 a 12 horas.Clique
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Uns usam e outros não, a troca de água poderá ser usada em situações de risco como diluir Fosfatos e Nitrato, estes são acumulativos e devem ter seus valores o mais baixo possível, por interferirem diretamente no crescimento dos corais .
Uma TPA bem feita renova os níveis de elementos traços auxiliando os animais que necessitam destes elementos para se desenvolver, porque bem feita?
Se ao fazer a TPA você usar água com fosfato, sal de má qualidade ,não oxigená-la e não igualar parâmetros com a água do aquário o resultado será problemas maiores que os que tinha antes .
Uma correta TPA deve ser feita com água deionizada , sal de boa qualidade e estar com densidade, PH e com temperatura idênticas a água do aquário e bem oxigenada, assim elimina-se o problema com choques osmóticos nos corais e peixes.
Poderá ser usada água natural (do mar), bastando igualar temperatura e densidade.
Evite fazer trocas grandes (acima de 20% do volume total ) se for realmente necessário faça TPAs com intervalos menores.
É comum o aparecimento de um pouco de algas marrons (diatomáceas) isto acontece por que os sais sintéticos podem conter um pouco de Sílica.
OBS.
Troca Parcial não eleva cálcio, este deverá ser elevado em forma de suplementos.
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O
aquarismo requer muita atenção, alguns cuidados básicos e muita observação.
Os problemas mais comuns estão ligados à : amônia, nitríto, fenól, nitrato,
fosfato e a falta de cálcio que levam na maioria da vezes a perda de peixes
($$$$$.... ) e desespero do aquarista, mas não se apavore pois muitos
passaram e passam por isso, mas através de algumas dicas, vamos procurar
sanar estes problemas.
- Antes de iniciar seu aquário, leia tudo que se refira ao assunto, desse modo você terá um ponto de referência, se você tiver mais disponibilidade existem cursos específicos para aquarismo marinho, lembre-se dedicação, determinação e paciência são os requisitos básicos para um aquarista de sucesso.
-Tenha em mente que um bom aquário não nasce da noite para o dia.(Um aquário leva 6 meses em diante para atingir maturidade e equilíbrio).
- Cuidado na aquisição de equipamentos, procure boas lojas do ramo, existem algumas que o vendedor nem sabe o que você necessita realmente, nem sempre o equipamento mais caro é a receita do aquário perfeito.
- Para um monitoramento do seu aquário deve ser feitos alguns testes e medições a cada 15 dias. Uma sugestão é um caderno que será o diário do seu aquário, ele será o guia do funcionamento do mesmo, neste deverá ser anotado os valores dos testes obtidos e modificações feitas, para que no futuro ele seja usado como referência clique aqui para visualizar uma sugestão.
- Procure sempre sanar a causa e não o problema, exemplo no caso de fosfato alto ao invés de colocar o removedor de fosfato, muitas da vezes o simples fato do ambiente ser sujeito a muita poeira eleva esta taxa ,como pode-se ver os detalhes são os fatores que contribuem com a evolução do aquário .
- Cuidado com o densímetro, você pode estar achando que o problema está no aquário, quando na verdade é o mesmo que esta descalibrado, para sanar este problema procure sua loja de confiança e peça para o lojista fazer a comparação com outro calibrado.
- É necessário que sua iluminação seja eficiente, utilizando-se da proporção de 1/2 à 1W por litro, utilize lâmpadas de 5000K para cima, este tipo de valor consiste na temperatura de cor da lâmpada (verifique estas informações na embalagem ou no site do fabricante).
-
Antes de adquirir peixes ou corais, procure sempre analisar a compatibilidade
dos mesmos, isto é ,se o novo peixe será bem recebido pelos outros, pois
uma característica dos peixes marinhos é que são territoriais ( eles demarcam
seu território dentro do aquário e consideram o novo morador um intruso),
uma dica é adquirir os mais bravos (Donzelas,Pomacanthus, etc...) por
último.
Lembre-se , sempre que adquirir um novo peixe, o mesmo deve passar por
um processo de climatização, ou seja, ele tem que se adequar à água do
seu aquário.
Como fazer isso? - Coloque o saquinho aberto, preso por um pregador no
vidro do aquário e vá colocando aos poucos a água do seu aquário, esse
processo leva em torno de 30 minutos, com isso você está equalizando densidade
e temperatura, e assim diminuindo a probabilidade de perda do peixe, evite
mudanças bruscas de densidade, isso leva muita das vezes a morte do peixe.
Com estas dicas, você já pode ter uma idéia para iniciar o projeto do seu aquário, lembre-se para um aquário não existe um receita específica.
Parâmetros
da Água do Aquário.
Sempre ouvimos dizer sobre valores de água do aquário ,falta de Cálcio ,Reserva Alcalina(RA) baixa ou PH alto . Perseguimos estes valores e as vezes nem mesmo sabemos porque ou de onde eles vem. A resposta é simples os valores ideais são aqueles que são iguais ou mais próximos aos encontrados na água do mar. Por isto perseguimos estes números ,e são eles.
|
PH |
8.0 a 8.4 |
|
Reserva Alcalina ( dKH) |
8° a 10º |
|
Amônia |
0 |
|
Nitrito (NO2) |
0 |
|
Nitrato (NO3) |
0 |
|
Fosfato |
0 |
|
Densidade |
1022 a 1024 |
|
Temperatura (variável) |
25º a 28° |
|
Cálcio |
400 a 450 ppm |
*LEMBRE-SE*
NUNCA ELEVE UM PARÂMETRO
RAPIDAMENTE.
SE NÃO TIVER O TESTE ADEQUADO NEM COMECE O PROCESSO.
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-
Reserva
Alcalina (RA) / Cálcio (CA)
De extrema necessidade e cujo o valor tem que estar a níveis aceitáveis ,por que é dela dependem alguns fatores . A começar pelo PH ,onde a R.A deve estar no seu nível ideal pois é ela que mantém o PH estável (alto).Se a RA é baixa seu PH flutua e isto não é bom .Para eleva-la basta fazer uso de pó tamponador também conhecido por Buffer, que na verdade é bicarbonato de sódio +carbonato de sódio ou use bicarbonato de sódio somente. Ao ministrar eu sugiro suspender o uso do kalk (logo falarei dele). Existem 2 maneiras de leitura para a RA. Em mEq/l e dkH onde basta multiplicar mEq/l por 2,8 ai você tem o valor em dkH.
Ex. O teste da Red Sea mede em mEq/l ,basta pegar o valor que é por escala de cor e multiplicar por 2,8 o resultado será em dkH, Se o teste for Alcon que é medido pelo numero de gotas (dkH)é só dividir por 2,8.
Existe também uma relação entre RA e o Cálcio, pois eles precisam estar em equilíbrio senão um compromete o outro. Se a RA está além do necessário o cálcio tende a cair e vice- versa .Mais como saber esta relação .Existe uma fórmula que torna mais fácil o trabalho.
Cálcio
= 20xRA+360
Se
o objetivo é manter o cálcio a 400 ppm (partes por milhão)que na minha
opinião é o ideal, e a RA do aquário é 1,1 basta usar a fórmula ,onde
a somatória tem que ser igual ou bem próxima do valor de Cálcio.
| Ex. 400 | =20x1,1+360 |
|
400
|
=382 |
Ou seja a RA está baixa devendo ser elevada e promover assim o equilíbrio. Para saber qual o valor ideal de RA é só inverter a fórmula.
|
Ex.
RA
|
=400 X 20 dividido por 360 |
|
RA
|
=2.2 |
Assim para que o aquário alcance equilíbrio ,devemos elevar a RA de 1,1 para 2,2 via tamponador. Para elevar o nível de cálcio adiciona-se cloreto de cálcio ou cálcio concentrado vendido nas lojas de aquários. Sempre dosando lentamente.
Depois de acertada a relação entre RA e Cálcio ,mantêm-se estes níveis usando Kalkwasser (do alemão Água Calcárea) ,que é Hidróxido de Cálcio em pó diluído na água de reposição .
- Procedimento:
Dilua
1 colher de café ou uma quantidade que supra o cálcio que foi absorvido,
cada sistema tem uma medida diferente de Hidróxido de Cálcio e reponha
a noite ,depois das luzes apagadas . Como o Kalk tem PH bem alto ele compensa
a queda do PH noturno do aquário, portanto nunca dose o Kalk em excesso
correndo risco de subir demais o PH. Este processo pode ser feito utilizando-se
um Equipo Hospitalar (injetor de soro) dosando gota a gota o liquido no
aquário. Outra entre inúmeras funções do Kalkwasser é o de precipitar
fosfato tornando assim a água de reposição mais pura. Hidróxido de Cálcio
,Bicarbonato de Sódio e Cloreto de sódio são facilmente encontrados em
farmácias de manipulação ou laboratórios específicos. Clique
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É a concentração de sais existentes na água do mar , ela poderá variar de acordo com a evaporação e a temperatura .Pois como evapora água do aquário a diluição do sal diminui elevando assim a densidade. Mas num aquário com reposição de água doce ,onde a temperatura varia muito, a salinidade se mantém mas a densidade flutua . Ou seja se o aquário tem densidade 1020 a 30º esta densidade irá para 1025 a 16º,mas a salinidade (concentração de sais) se manteve a 33%,por isto é importante também administrar a variação brusca de temperatura para que não ocorram também flutuações de densidade .
Segue abaixo uma tabela.
|
Salinidade 33% |
Salinidade 34.5% |
Salinidade 36% |
|
|
Densidade a 16º |
1025 g/cm³ |
1026 g/cm³ |
10265 g /cm³ |
|
Densidade a 20º |
10235 g/cm³ |
1025 g/cm³ |
10255 g /cm³ |
|
Densidade a 25º |
1022 g/cm³ |
1023 g/cm³ |
1024 g /cm³ |
|
Densidade a 28º |
10215 g/cm³ |
10225 g/cm³ |
1023 g /cm³ |
|
Densidade a 30º |
1020 g/cm³ |
10215 g/cm³ |
10225 g /cm³ |
Fonte SERA GUIDE
Para se manter uma densidade sempre constante, se deve fazer uso de uma caixa de reposição, esta por intermédio de uma bóia controla a evaporação repondo água doce. Tendo um sistema que tenha sump e reposição de água doce, fica fácil aumentar ou diminuir este parâmetro .Se quiser baixar é só retirar água do aquário principal que a reposição de água doce se incude de repor , assim a densidade cai.
Para elevar , retire a água doce da caixa de reposição e coloque água salgada, lembre-se o sal não evapora, então sua densidade irá aumentar gradativamente , quando ela chegar no limite desejado, retire a água salgada que sobrou na caixa e reponha a água doce, pronto desta maneira você altera sua densidade sem dar choques e de maneira lenta.
Quando retiramos ou adicionamos rochas com corais no aquário como elas ocupam espaço isto influencia na densidade.
Quando
compramos peixes importados é interessante saber a densidade do local
de coleta pois ela poderá mudar de local para local .Ex. Mar Báltico e
Mar vermelho. Clique
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A temperatura da água, influencia diretamente nos parâmetros gerais do
aquário. Aumentando ou diminuindo a taxa de dissolução de substancias
na água. Desse modo, influenciando a densidade, o PH, ORP, O2 dissolvido
,afetando os parâmetros físico - químicos da água.
Quanto
mais alta a temperatura menos oxigenação ela terá, por isto a água salgada
deve ser muito oxigenada e choques devem ser evitados.
Outra coisa que a temperatura influencia, é no comportamento e metabolismo
dos organismos do aquário. Sendo o aquário, constituído por animais heterotérmicos
e que estão adaptados as temperaturas e outros parâmetros, idênticos ao
do lugar de origem, a temperatura deve ser constante e com o mínimo de
variação possível
Ainda relacionado à temperatura é interessante se fazer uso de ventiladores
(computador) acionados por termostato .É importante saber qual a faixa
de trabalho do termostato e a eficiência da ventuinha em relação a temperatura
do áqua. Porquê?
Ex. Se o aquário esta a 29º e com a ventuinha ligada ela vai para 26º, então você terá de adquirir um termostato que ligue a 28,5º e desligue a 26°.Pois se você comprar um que desligue a 25º a ventuinha não se desligará .Pois a ventuinha não refrigera o suficiente. Como também ao contrário comprar um que só acione a partir de 30º ele só ira ligar depois de ter fritado os peixes ,espero ter conseguido passar esta relação termostato/temperatura.
Segue
abaixo a tabela com o termostato que eu utilizo (ver link "faça
em casa").
São termostatos
de ar condicionado da marca Robertshaw (não revendo).Cito esta marca pois
é a que utilizo e não requer regulágem . Existem outras marcas ,basta
pesquisar.
|
Mod. |
Modelo Antigo |
Marca Com. |
Liga |
Desliga |
|
RC-3012-2 |
- |
BRASTEMP |
29,9º |
|