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de Informação pode levar a ferimentos e infecções
graves. Ter um aquário em casa é uma prática aparentemente simples, mas requer certos cuidados. A falta de informação sobre animais aquáticos perigosos e os riscos da manutenção de um aquário podem levar a ferimentos e infecções graves. Alertar para essa possibilidade de acidentes foi objetivo do médico demartologista Vidal Haddad Junior, da Faculdade de Medicina (FM) da UNESP, campus de Botucatu, em trabalho publicado na edição dos Anais Brasileiros de Demartologia de março/abril deste ano. "As pessoas não precisam deixar de ter aquários em casa, mas alguns cuidados básicos devem ser tomados", afirma Haddad, docente do Departamento de Demartologia e radioterapia da FM. Durante trê anos, Haddad pesquisou cerce de 300 casos de acidentes causados por animais aquáticos. Destes, doze foram causados por animais criados em aquários . " A maioria aconteceu em aquários domésticos, e metade destes casos foi seguida de infecção", diz. Segundo o docente, os traumas podem ser causados tanto por animais que tem ferrões, dentes ou espículas, como ouriços-do-mar, piranhas e moréias, como por pedras, conchas e outros materiais decorativos presentes no aquário. "Até mesmo anêmonas e corais podem causar dermatites tão severas como as provocadas por águas vivas e caravelas", afirma Haddad. Ainda que na maioria dos ferimentos não ocorra envenenamento, eles servem como porta de entrada para bactérias e fungos, causadores de diversas infecções cutâneas. As mais comuns causam inchaço, vermelhidão, dor e febre. "A água parada é um "caldo de cultura", onde podem ser encontradas até bactérias raras dos gêneros Aeromonas e Vibrio, que causam infecções graves e podem levar até mesmo a morte" explica o docente. Os acidentes também podem ser causados por animais venenosos encontrados frequentemente em aquários domésticos e em exposição, como bagres, mandis, peixe-escorpião, peixe-leão, moréias e arraias fluviais e marinhas. "Animais como a arraia de água doce, além de serem venenosos, também são controlados pelo IBAMA e sua venda é proibida" alerta Haddad. No caso de ferimento, o acidentado deve lavar o local com água quente e sabão e pode aplicar um anti-séptico como álcool ou iodo após a lavagem. Todos os fragmentos de ferrões, pedras e outros materiais devem ser retirados da pele, e espículas de ouriços-do-mar devem ser extraídas em hospitais. Se a vermelhidão e o inchaço não desaparecerem em um ou dois dias e se houver febre ou mal-estar, uma infecção cutânea pode estar se manifestando. "Neste caso, é necessário procurar atendimento médico para que uma medicação seja ministrada", diz o docente da FM. Acidentes com corais, anêmonas, águas-vivas e caravelas podem ser amenizados com a imersão do ferimento em água marinha gelada. Já os envenenamentos po peixes devem ser tratados primeiramente com água quente, seguida de atendimento hospitalar. "Alguns casos analisados foram tratados de maneira incorreta, o que mostra que também a falta de conhecimento deste tipo de acidente por parte dos médicos", afirma. Haddad lembra que, para controlar o problema, a solução não é deixar de ter um aquário em casa, mas obter informações sobre os animais adquiridos e tomar certos cuidados durante a manutenção. "Os pacientes não tinham informações sobre os riscos de aquisição de processos infecciosos ou envenenamento ao manipular aquários", diz. "A recomendação para manipulação é utilizar luvas grossas de borraha se for mexer na água e usar redes para retirar os peixes", conclui. |
Fonte
: Jornal UNESP (Universidade Estadual Paulista)
Extraído da Revista Aquarista Junior (Exemplar nº 100)
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Direitos
Reservados ao The Reefs
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