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08-19 9:09PM |
Tornado R600 - Recirculante Sistema TFS |
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Autor: Bonfanti Exibições: 28 Respostas: 0
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Modelo R600
Desenvolvido para atender aquários Mistos de 600 litros ou para aquários de Corais duros até 400 litros, utiliza bomba TP2200 l/h ( inclusa).
Diferenciais :
-Bomba:
*TP2200 (Tornado Pump 2200l/h) desenvolvida com o apoio da Sarlo Better.
*Externa (maior dissipação de calor).
*Potência s/ Injeção de Ar:2200l/h.
*Potência c/ Injeção de Ar (todo aberto): 1150l/h *Consumo: 40w.
*Sistema de retirada de bomba rápido.
-Sistema de Injeção TFS (Turbo Flow System) :
*Sistema de Injeção direta de Ar (patenteado)
*Maior capacidade de fluxo 49% de ar injetado
*Filtro anti-resíduo incorporado.
- Regulagem :
*Sistema Plug & Play, dispensando ajuste de ar (somente de nível interno).
* Ajuste de saída de água simples (de giro esquerda e direita).
* Anti-transbordo.
Dimensões:
largura= 13cm altura= 38cm comprimento= 25cm
*Coluna d'agua 16 cm
Fotos
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06-19 8:46PM |
1- Sistemas de segurança e automatismos para aquários |
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Autor: Bonfanti Exibições: 223 Respostas: 1
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Pense em GRANDE - Sistemas de segurança e automatismos para aquários de média e grande dimensão 1parte
Neste conjunto de artigos vamos abordar a questão da segurança e prevenção de acidentes em aquários e também formas de automatizar processos de modo a minimizar o esforço diário dos aquariofilistas que têm, ou pensam vir a ter, sistemas de média e/ou grande dimensão. Começamos nesta edição por abordar as questões ligadas à segurança.
Muitas vezes quando avançamos para um projecto de montagem de um grande aquário, esquecemo-nos de pequenos pormenores que poderão fazer a diferença entre a segurança e o desastre, entre o descanso e os trabalhos forçados de manutenção. Se falamos em pequenos aquários (inferiores a 400 litros), este artigo perde alguma da sua relevância, já que nesses aquários os níveis de segurança e a manutenção estão mais facilitados, embora não possam também ser descurados.
Quando falo em segurança refiro-me não só à estrutura de suporte do aquário e ao aquário em si, mas também aos sistemas de filtragem, canalização e tudo o que impeça inundações, curto-circuitos, quebras nos vidros e outros pequenos acidentes que muitos aquariofilistas já tiveram de enfrentar.
Infelizmente (para mim), alguma da informação que aqui forneço é baseada na minha experiência pessoal, ou seja, esperemos que os meus dissabores sirvam para que alguns dos leitores não os venham a sentir também na pele.Com os acontecimentos recentes na Ásia, tem havido alguma discussão relacionada com terramotos e, consequentemente, com meios de prevenção e planos de contingência numa eventual ocorrência destes fenómenos no nosso país, de modo a evitarmos desastres de maior monta. Quer queiramos, quer não, o nosso país encontra-se exposto a este tipo de fenómenos e vivemos um risco permanente. Infelizmente, por mais preparado que se encontre, algo poderá ocorrer que transcenda esse grau de preparação.
O grau de preparação de cada um de nós tem muito a ver com a experiência que temos em lidar com os acontecimentos adversos. Quantos dos leitores estão habituados a lidar com quebras de energia em casa? Provavelmente terão algumas quebras esporádicas de uma ou duas horas. E por períodos superiores de tempo?
Na aquariofilia existem muitos e vários tipos de calamidades que podem ocorrer. Uma quebra de energia pode ser devastadora, especialmente se a electricidade estiver cortada por mais do que algumas horas. Uma falha no equipamento poderá ser outro acidente que levará a resultados catastróficos, especialmente se não possuirmos equipamento sobressalente. Os piores desastres são os que ocorrem no aquário quando não estamos em casa (ou estamos a dormir e não damos pela situação). Esse é o verdadeiro cenário pessimista, quando não estamos lá para resolver imediatamente o problema.
A construção do aquário e a sua sustentação
Vamos começar pelas questões mais estruturais, ou seja, pela construção do próprio aquário. Se não tem experiência em construção de aquários, deixe esta questão para profissionais. Um aquário de média ou grande dimensão poderá ser uma grande bomba-relógio se for mal construído. A forma de colagem, o tipo de cola de silicone, a espessura do vidro e os travamentos são factores extremamente importantes. Qualquer falha poderá implicar fugas de água ou mesmo o rebentamento do próprio aquário. Neste último caso, o cenário seria mesmo de terror, pois para além da brutal inundação que provocaria, geralmente os vidros são projectados a muitos metros de distância, destruindo tudo o que encontram pelo caminho, podendo inclusive matar quem se encontre ao seu alcance.
Poderá desenhar o seu aquário, incluindo a localização da coluna seca, os furos de saída e de entrada de água e todas as dimensões que pretende. Mas deixe a palavra final para um profissional habituado a construir aquários de grande dimensão. Aconselhe-se sobre as melhores e mais seguras soluções. Exija uma garantia de quem o constrói. Um aquário projectado para durar 10 anos deverá mesmo durar pelo menos esse período, caso contrário, os resultados poderão não ser nada agradáveis.
Não se esqueça que o peso de um aquário é algo que deve sempre ser tido em conta, quer para efeitos da pressão exercida no chão da casa, quer para a estrutura que deverá ser escolhida para colocação do aquário.
Um aquário de água salgada com apenas 200 litros pesará, só em água, areia e rochas, cerca de 220 kg. Se adicionarmos o móvel e o próprio aquário, podemos estimar mais uns 90 kg (e não estamos a contar com eventuais sumps e mais filtragem que possa existir no sistema). Resumindo, teremos cerca de 310 kg concentrados num espaço muito reduzido. Quando se trata de aquários de 1000 ou mais litros, o peso passa facilmente da tonelada e meia e, neste caso, é aconselhável verificarmos primeiro se a placa ou soalho aguentarão com este peso. Para tal, o melhor será consultar o engenheiro que desenhou a estrutura e placa do edifício. É de notar que, apesar de poderem ser esteticamente agradáveis, aquários a funcionar como divisórias no meio de salas ou outras divisões poderão representar um perigo para a sua casa, principalmente no caso de aquários maiores e de salas grandes, já que o ponto central de força gravitacional do aquário distancia-se das zonas de suporte da placa dessa mesma divisão. Os primeiros sintomas de degradação que começariam a ser notados seriam algumas rachas nas paredes da divisão, bem como uma ligeira concavidade no local do chão em que se encontraria o aquário. O ideal é colocar o aquário encostado a uma parede junto de um pilar ou paredes exteriores (exterior do edifício ou comum a outro apartamento) ou mesmo uma parede que se encontre junto à zona de maior resistência de um edifício: a do poço dos elevadores.
A estrutura que sustém o aquário deverá ser suficientemente resistente e sólida para aguentar o seu peso sem que se deforme com o tempo. Existem vários tipos de suportes para aquário, nomeadamente de metal (aço, ferro, etc.), de tijolo (ou parede de betão), de madeira (maciça). É importante, principalmente em água salgada, que a estrutura resista à oxidação, nomeadamente as estruturas metálicas. Para tal já existem soluções como o inox 316 e o ferro galvanizado.Por cima da estrutura é conveniente assentar uma superfície sólida e o mais lisa possível, tal como uma fina placa de madeira, ao que se sobreporá outra fina placa, desta vez de poliestireno expandido (esferovite). O objectivo é atenuar quaisquer imperfeições existentes na estrutura e placa de madeira para que o vidro não fique em esforço, o que poderia provocar uma eventual quebra.
As inundações
Quer queiramos, quer não, as pequenas ou grandes inundações na nossa sala ou local onde se encontra o aquário acabam por acontecer mais cedo ou mais tarde. Por muito cuidado que tenhamos, um dia acontecerá e o efeito não é nada agradável, podendo em última instância o aquariofilista ser expulso da sua própria casa por outro membro da família.
Como evitar estes infelizes acontecimentos? Na maioria das vezes, estes acidentes são provocados por esquecimentos, em que um depósito fica a encher e transborda ou quando um tubo ou mangueira se soltam. A fixação de mangueiras deverá ser efectuada sempre com braçadeiras e as tubagens de PVC deverão ser coladas com cola de PVC apropriada, ao que se deverão seguir testes a fugas e verificação minuciosa se a cola abrange todo o diâmetro dos tubos. Em casos de PVC de rosca, onde não existem anilhas vedantes, o ideal é uma boa fita de teflon para canos de gás, pois é mais espessa e isola melhor. Teflon em pasta também poderá ser utilizado, desde que se assegure uma boa cobertura de toda a rosca.
Apesar de todos estes cuidados, a inundação acontece, muitas vezes quando o aquariofilista não dispõe de muito tempo para as tarefas aquariófilas e o stress profissional aperta. O local mais comum para estas inundações é exactamente por baixo do aquário, onde se encontra toda a parafernália de filtragem e equipamentos. Apresento de seguida a minha solução, para quem possa efectuar alguma bricolagem em casa. É evidente que este tipo de solução é apenas praticável em casas em construção ou remodelação, ou caso não se incomode de efectuar algumas obras no soalho da sua sala.
Previamente à montagem do meu aquário e beneficiando do facto de a casa ainda se encontrar em fase de construção, solicitei algumas alterações, nomeadamente a colocação de uma pedra completamente impermeável de cerca de 3 x 1 metro no chão do local onde assentaria o aquário. Nessa mesma pedra foi efectuado num furo para uma saída de esgoto (tipo ralo) cuja canalização atravessa todo o subsolo da sala, unindo-se ao restante esgoto da casa.
Aconselhado pelo construtor, foi necessário elevar a pedra 10 cm em relação ao chão, ficando uma espécie de degrau ou patamar sobre o qual posteriormente foi colocado o aquário. O motivo desta decisão foi um melhor escoamento da água no esgoto (subsolo da sala), já que o ralo ficou assim num plano mais elevado.Só por si, esta alteração do degrau mais a pedra e o ralo não resolve o problema, pois qualquer inundação em cima da pedra transbordaria para o resto da sala. De modo que em redor da pedra e encostado à parede foi colocado um rodapé da mesma pedra e isolado com silicone. Após a colocação da estrutura metálica de suporte ao aquário, foi colocado o mesmo tipo de rodapé em redor da mesma, de modo que, no total, o rodapé (com 4 cm de altura) formou um rectângulo fechado que cobre toda a zona inferior do aquário. Deste modo, qualquer inundação que ocorra na zona por baixo do aquário ficará retida nessa mesma zona, escoando a água pelo ralo de esgoto na pedra. Desta forma já evitei duas grandes inundações, sendo que o aquário está montado há cerca de oito meses.
A electricidade
À questão eléctrica também deverá ser dada uma atenção especial, pois a combinação de água e electricidade poderá ser fatal para quem lida com o aquário. Ficam aqui alguns conselhos neste sentido:
Não coloque as mãos na água do aquário se desconfia que existe alguma libertação de corrente eléctrica na mesma. Avarias de aparelhos e falhas no seu isolamento poderão provocar a existência de corrente eléctrica no aquário e eventuais curto-circuitos.
Proteja o termóstato de possíveis impactos provocados por si ou pelos seres vivos, pois a quebra do mesmo poderá levar a resultados desastrosos.
Nunca mexa com as mãos molhadas nas tomadas e fichas eléctricas dos equipamentos.
Evite a colocação de tomadas, fichas triplas e extensões no fundo do móvel ou base por baixo do aquário, pois em caso de inundação, mesmo que pequena, evitará o contacto da água com a electricidade. É preferível colocar estes equipamentos mais elevados, presos às paredes do móvel ou em locais onde a água dificilmente escoará ou acumulará.
Saiba qual o interruptor do disjuntor que lhe permite rapidamente cortar a electricidade de todo o sistema do aquário em caso de emergência. Em caso de inexistência desta possibilidade, tenha um fácil acesso a uma tomada que lhe permita desligar rapidamente todo o sistema.
Evite a colocação de balastros de iluminação muito próximos da água, principalmente se não se encontrarem bem isolados.
Certifique-se que as calhas de iluminação suspensas estão firmemente presas ao tecto. Para tal, utilize buchas e equipamento de suspensão com capacidade para o dobro do peso que pretende suportar. No caso de iluminação apoiada no aquário, verifique se o peso da luminária não é excessivo para a tampa ou travas que se encontram por cima do aquário. Nunca deixe lâmpadas HQI a apontar directamente para vidro, nomeadamente tampas ou travas, pois é mais que certo que mais cedo ou mais tarde racharão com a intensidade do calor.
As falhas de energia não são só aborrecidas. Por períodos mais prolongados poderemos ter aquários completamente arruinados. Para evitar consequências mais negativas poderemos utilizar as vulgares UPS (uninterruptible power supplies), ou unidades de alimentação ininterrupta, vulgarmente utilizadas em informática. Deverão, porém, ser ligadas ao equipamento fundamental, ou seja, ao que permite a manutenção dos seres vivos com um consumo mínimo de energia, já que as UPS têm um limite de acumulação energética. O termóstato, por exemplo, deverá ser ligado a uma UPS apenas quando existir a probabilidade de a temperatura no aquário cair muito rapidamente em caso de falha de energia. No entanto, deverá efectuá-lo apenas se for indispensável, pois o aquecimento, dependendo da sua potência, consome bastante energia. Um dos equipamentos que convém ficar ligado à UPS será a bomba de elevação que gera a circulação de água entre o aquário e a filtragem. Porém, cada setup é um caso e as necessidades deverão ser adaptadas aos casos específicos. Só a título de exemplo, uma bomba de 65 ou 70 w ligada a uma UPS de 650 VA vai permanecer em funcionamento pouco mais de meia hora em caso de falha de energia. O ideal, se o seu sistema for suficientemente grande e em termos financeiros justificar, será adquirir um gerador... embora isto já ultrapasse a vulgar aquariofilia doméstica.
Os outros habitantes da casa
Se não mora sozinho ou tem outra pessoa que lhe faça a limpeza em casa, é importante que lhe dê algumas instruções relativamente ao seu aquário. A utilização de detergentes limpa-vidros nos vidros do aquário podem resultar em desgraça, pois é provável que algum resíduo entre em contacto com a água do aquário e a sua toxicidade matará os seres que lá se encontram. Alguns produtos de limpeza à base de amoníaco ou outros que produzam odores muito intensos são também de evitar na divisão em que se encontra o aquário, já para não falar em tintas de esmalte ou outras tintas, colas ou vernizes tóxicos. Algumas crianças ou adultos têm o hábito de bater no vidro do aquário, o que poderá não só stressar os seus habitantes, como também provocar danos irreversíveis no vidro (riscos e falhas) caso tenham anéis ou outros objectos na mão.
Às crianças deverá ser dada uma especial atenção, pois se tiverem acesso à zona de filtragem, poderão provocar qualquer tipo de dano ou mesmo ser electrocutadas devido ao elevado número de cabos e equipamento eléctrico aí existente.
O kit de sobrevivência
Até agora vimos meios de prevenção ou meios para evitar desastres nas nossas casas ou perdas no aquário. Vamos agora ver o que é que podemos fazer para estarmos mais aptos a enfrentar as adversidades, ou seja, mais preparados, independentemente da experiência que tenhamos, para resolver situações complicadas.
O instrumento que nos vai ajudar neste sentido será aquilo que vou denominar de «kit de sobrevivência». O kit de sobrevivência, tal como o prepararíamos para o termos em nossa casa para utilização em caso de qualquer tipo de catástrofe, também pode ser recriado especificamente para os nossos seres aquáticos. À primeira vista parece uma boa ideia, mas o que é que vamos colocar no kit de sobrevivência? Um kit de sobrevivência deverá abarcar um conjunto de objectos e utensílios que garantam a sobrevivência dos destinatários, independentemente do tipo de acidente que possa ocorrer. Portanto, deverá abranger uma maior diversidade possível de situações complicadas. Então o que é que devemos colocar num kit de sobrevivência para aquariofilia? Todos aqueles produtos e equipamentos que parecem lógicos e ainda um muito importante: o engenho. Devemos ter em mente que independentemente do quão preparados pensamos estar, existirão sempre acidentes ou adversidades que estarão para além do nosso alcance ou capacidade de controlar a situação. Ao lidarmos com situações completamente inesperadas, poderá acontecer que nenhum dos objectos que se encontram no kit seja aquilo de que precisamos naquele momento. Por conseguinte, teremos de recorrer ao engenho e à imaginação para salvarmos os seres que se encontram no aquário. Isto é bem verdade e felizmente que os portugueses têm esta capacidade engenhosa e de «desenrasque» bem desenvolvida, pois é muito útil em situações de aflição.Mas voltemos ao planeamento e aos itens a inserir no kit de sobrevivência além do engenho:
Um plano geral detalhado sobre o que fazer em caso de ocorrência de determinados tipos de adversidades;
Alguns bidões (bujões) com água preparada para o aquário (no caso de aquários de água salgada, bidões com água de osmose e bidões já com a mistura de sal);
Uma UPS em funcionamento, um sistema de alimentação a pilhas para bombas de circulação (bombas que possuam um transformador externo) ou um gerador (num mundo ideal);
Alguns metros de micro-tubo e um conjunto de válvulas para o mesmo;
Conjunto extra de anilhas de borracha semelhantes às utilizadas no sistema (bombas, canalizações, escumador, filtros, etc.);
Lanternas e embalagens novas de pilhas;
Um ou dois baldes de limpeza e respectivas esfregonas (em alguns casos, mesmo duas pessoas a apanhar água é pouco...);
Camaroeiros de vários tamanhos;
Mangueira com vários metros (que chegue a uma saída de esgoto ou sanita);
Um kit de testes que abarque vários parâmetros importantes;
Uma lata de comida seca (granulado ou flocos);
Um conjunto de medicamentos e um livro de referência sobre identificação e tratamento de doenças;
Um termómetro e um termóstato extra;
Uma embalagem extra de sal sintético (em caso de aquário de água salgada);
Um pequeno aquário desactivado mas com capacidade para albergar todos os seres do aquário principal em caso de emergência;
Um pequeno filtro interior com matéria filtrante;
Ferramentas para desmontar e reparar qualquer equipamento que possa avariar;
Fita adesiva de isolamento;
Algum tiossulfato de sódio para neutralizar o cloro da água;
Algumas placas de esferovite suficientemente grandes para isolar todas as superfícies de vidro do aquário em caso de falha de energia e queda de temperatura (em alternativa, um cobertor suficientemente grande que cubra todo o aquário).
Idealmente, deverá agora acrescentar a esta lista outros itens que considere importantes no seu caso específico. Não perca mais tempo e crie um kit de sobrevivência adequado ao seu aquário. Nunca se sabe quando é que o céu nos vai cair em cima da cabeça...É importante que mantenha a calma, mesmo nos momentos mais difíceis, e aproveite para aprender com os seus erros. Mais tarde olhará para trás e rir-se-á das situações atribuladas, pelo menos assim esperemos... Afinal o que pretendemos é dormir descansados e podermos sair de casa sem ficarmos a pensar em eventuais desgraças que o nosso hobby possa provocar ou sofrer e continuarmos a gozar do nosso aquário com grande prazer.
Numa futura edição continuaremos esta série sobre aquários de média e grande dimensão, abordando alguns sistemas e automatismos que permitem facilitar e aliviar as árduas tarefas de um aquariofilista.
Texto: João Cotter BioAquaria
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06-19 8:36PM |
O reactor de cálcio |
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Autor: Bonfanti Exibições: 207 Respostas: 1
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O reactor de cálcio
Para quem tem aquários de médio e grande porte é importante também poder reduzir a necessidade de intervenção do aquariofilista no aquário, já que determinadas actividades tornam-se muito penosas e exigem muito tempo, principalmente se tivermos em conta que muitas delas são diárias ou quase diárias. Se encontrarmos processos e automatismos que nos permitam poupar algum tempo, tanto melhor, já que ficamos assim mais libertos para podermos contemplar os seres vivos e estarmos mais atentos ao seu estado físico.
A primeira parte desta secção foi inteiramente dedicada às questões da segurança na montagem e manutenção de sistemas médios e grandes. Nesta edição vamos iniciar os automatismos com um tipo de equipamento que tem ganho adeptos, apesar dos custos iniciais de investimento: o reactor de cálcio.
Não existem ainda muitos aquariofilistas no nosso país que estejam familiarizados com o termo «Reactor de Cálcio» e quando este equipamento é mencionado, muitos ignoram o tema e deixam o assunto para os vulgarmente denominados de experts. Bem, penso que é o momento ideal para referir que não me considero um expert. Aliás, ninguém é um expert em aquariofilia de recife, tal como já foi dito por Julian Sprung, um dos aquariofilistas com mais experiência no mundo no que respeita a este hobby.
Mas voltemos aos reactores de cálcio. Não é meu objectivo publicitar este tipo de reactores ou promover qualquer marca para efeitos comerciais. Pretendo apenas clarificar o que é este tipo de equipamento, como funciona, quais as suas funções e mostrar como poderá ser utilizado facilmente por qualquer aquariofilista que se tenha lançado na manutenção de corais, ficando ao seu critério a sua utilização futura.
Os reactores de cálcio começaram a ser utilizados fundamentalmente na Europa e com excelentes resultados. Actualmente, já são também populares no continente americano, tendo muitos fabricantes norte-americanos optado por produzir diferentes modelos destes reactores, alguns deles verdadeiras cópias de marcas europeias famosas.
O motivo de uma maior popularidade inicial na Europa do que nos E.U.A. deve-se ao facto de na Europa a camada espessa de areia no aquário, vulgarmente denominada de DSB (deep sand bed), não ter ganho a adesão que ganhou nos E.U.A.. Ao invés, os europeus criaram um dispositivo em que uma matéria arenosa à base de carbonato de cálcio (aragonite) pode ficar separada do aquário numa espécie de receptáculo em forma de coluna, no qual CO2 (dióxido de carbono) é injectado de modo a dissolver a aragonite, libertando cálcio, carbonatos e outros elementos vestigiais. Com este método, é possível aumentarmos e controlarmos os níveis de cálcio e alcalinidade (dKH) de forma mais precisa e mantê-los mais estáveis do que seria possível com quaisquer aditivos que possam ser utilizados, incluindo a utilização de uma DSB e sistemas Jaubert. Além disso, é possível utilizar-se um reactor de cálcio e uma DSB em simultâneo no mesmo sistema.
Mas afinal o que é mesmo um reactor de cálcio?
O reactor de cálcio é, basicamente, um equipamento que pode ser aplicado externamente a qualquer aquário de recife. Irá enriquecer a água do aquário repondo os iões de cálcio e carbonatos que são consumidos no processo biológico de crescimento dos corais e de outros animais com estrutura calcária, bem como no caso da alga coralina.
O reactor de cálcio não é um sistema de doseamento que adiciona água ou qualquer tipo de aditivos ao aquário. Trata-se simplesmente de um dispositivo no qual é forçada a entrada de água proveniente do aquário, água essa que é obrigada a circular no seu interior para enriquecer o seu efluente e depois regressa ao aquário a gotejar, aumentando e/ou mantendo os níveis dos parâmetros já referidos. Trata-se de um processo contínuo, ou seja, num período de 24 horas acabarão por passar muitos litros pelo reactor.
Como é que funciona um reactor de cálcio?
O reactor de cálcio funciona através da injecção controlada de pequenas quantidades de CO2 na câmara cilíndrica do próprio reactor, saturando o fluxo lento de água com CO2, o que faz o pH do efluente baixar para valores inferiores a 7, idealmente 6,5 ou 6,6 na maioria dos reactores e matérias de cálcio actualmente utilizadas. Este meio ácido provoca a dissolução lenta de aragonite, que é fundamentalmente carbonato de cálcio. Esta dissolução do carbonato de cálcio gera uma libertação de iões de cálcio e carbonatos, assim como de pequenas quantidades de vários elementos, como estrôncio, magnésio e ferro, tornando as suas adições manuais ao aquário praticamente desnecessárias! Uma vez a utilizar um reactor destes, o único eventual aditivo a utilizar será o iodo. A utilização de um reactor de cálcio não invalida a necessidade de medirmos alguns parâmetros da água, já que a composição dos materiais de cálcio utilizados em reactores varia entre diferentes marcas (ver artigo Magnésio em Aquários de Recife de Randy Holmes-Farley). A utilização de um reactor de cálcio poderá, inclusive, em alguns casos, dispensar a adição de kalkwasser e dispensará, com certeza, a utilização de outros aditivos de cálcio, incluindo os de duas partes (cálcio e alcalinidade). A única vantagem da utilização de kalkwasser em simultâneo com um reactor de cálcio será a elevação do pH da água, neutralizando o excesso de CO2 e eventual redução que o caudal que retorna do reactor possa gerar no pH do aquário.
Porque é que hei-de adquirir um reactor de cálcio quando existem outros meios de reposição de cálcio mais baratos?
É bem verdade que um reactor de cálcio poderá ser um investimento inicial bastante elevado, mas se mantemos um grande aquário de recife este investimento é rapidamente recuperado. Um grande aquário com muitos corais, principalmente duros, rapidamente deixa de conseguir satisfazer o seu consumo de cálcio e alcalinidade através da simples dosagem de kalkwasser, mesmo mantendo níveis muito elevados de evaporação. Perante este facto, o aquariofilista passa a repor estes elementos através de aditivos de duas partes, o que para um grande ou médio aquário pode tornar-se muitíssimo dispendioso e, à medida que os corais e população de seres vão crescendo, maiores se vão tornando as necessidades de aditivo, gastando-se muito dinheiro neste tipo de produtos. Por outro lado, alguns destes produtos geram subidas repentinas do pH que podem, em muitos casos, provocar precipitações de carbonato de cálcio, gerando-se outros problemas e obtendo-se o efeito contrário ao pretendido. Além de que contribuem a médio e longo prazo para aumentar a salinidade da água. A utilização de produtos independentes de cálcio e alcalinidade (por exemplo, à base de cloreto de cálcio e bicarbonato ou carbonato de sódio) poderá ser uma opção mais barata mas gera, na grande maioria dos casos, desequilíbrios iónicos na água e uma distorção dos elementos químicos da água salgada, mantendo-se o problema da elevação da salinidade (cloreto de sódio). Já o reactor de cálcio não apresenta estes problemas, pois tem um correcto equilíbrio iónico e não gera aumentos de salinidade. O reactor também abastece cálcio e alcalinidade de forma contínua, enquanto os aditivos são geralmente utilizados numa base periódica, provocando alterações mais ou menos repentinas nos níveis de Ca, pH e dKH, podendo estas criar algum stress nos seres vivos.
Os reactores de cálcio têm a vantagem de manter o cálcio e a alcalinidade mais elevados e mais estáveis do que quaisquer outros produtos existentes. Este benefício provoca uma maior expansão dos pólipos dos corais, assim como um mais rápido crescimento.
Apesar de poderem ser sistemas complementares, vamos fazer aqui uma comparação entre a simples dosagem de kalkwasser e a utilização de um reactor de cálcio:
A kalkwasser tem um pH de 12 e exerce uma influência muito grande na elevação do pH do aquário, principalmente se for doseada de forma excessiva num curto espaço de tempo. O pH do aquário deverá ser monitorizado frequentemente aquando da dosagem de kalkwasser para que não ocorram alguns dissabores. Um reactor de cálcio tende a reduzir ligeiramente o pH de um aquário mas, se for bem regulado, esta descida não é significativa, além de que o pH tende a ficar mais estável, dada a elevação da alcalinidade. Alguns aquariofilistas utilizam os dois sistemas para manter um pH mais perto do ideal.
A kalkwasser pouco ou nada faz para manter o cálcio e a alcalinidade num grande aquário de recife com muitos SPS, tornando-se necessário recorrermos a outros aditivos. Com um reactor de cálcio, podemos pôr de lado a utilização desses aditivos.
A kalkwasser obriga a possuir um depósito que ocupa espaço e a trabalhos forçados periódicos de enchimento do mesmo e mistura com hidróxido de cálcio. Ou então a possuir um reactor Nielsen (ou reactor de kalkwasser) onde deverá ser introduzido hidróxido de cálcio regularmente. O reactor de cálcio praticamente não necessita de manutenção, apenas algum ajustamento esporádico da regulação do CO2 e do fluxo de água.
Na adição de kalkwasser estamos dependentes dos níveis de evaporação do aquário, enquanto que com um reactor de cálcio não existe qualquer relação com a evaporação.
A utilização de kalkwasser está associada a uma maior acumulação de cristais de carbonato de cálcio em bombas, termóstatos, vidros, etc. do que com a utilização exclusiva de um reactor de cálcio.
É importante realçar que a qualidade do granulado de cálcio utilizado no reactor determina que elementos são adicionados ao aquário e em que proporções. Se for uma aragonite de fraca qualidade, podemos estar a introduzir fosfatos na água. Pelo contrário, se for de boa qualidade, poderá contribuir para a precipitação de fosfatos.
É muito complicado regular um reactor de cálcio?
Não é nada complicado, mas convém saber alguns princípios fundamentais. O output do reactor deverá ser a libertação de regresso à sump (ou aquário) de um fluxo gota-a-gota rico em cálcio e com níveis de alcalinidade que rondam os 30 a 40 ºdKH, dependendo do tipo de reactor e da regulação específica do dióxido de carbono e fluxo do output. Mede-se geralmente a alcalinidade porque é o teste mais simples e barato de efectuar. Podemos medir também o pH à saída, sendo que este deverá encontrar-se entre 6,5 e 6,6. Contudo, é mais fiável medir o pH dentro do próprio reactor, pois se se tratar de um reactor de câmara dupla, o pH poderá estar um pouco mais elevado à saída. Actualmente, existem reactores que permitem a introdução de uma sonda de pH de modo a fornecerem uma medição permanente.
Mas voltemos à regulação do reactor. Tem duas hipóteses para regulá-lo: a quantidade de água que sai (e portanto, a que entra também) e a quantidade de CO2 injectado.
O fluxo de água é regulado normalmente por uma válvula à entrada do reactor, sendo que em alguns reactores é à saída do mesmo. Normalmente as instruções que acompanham o reactor indicam um fluxo ideal para início de funcionamento. Se não for o caso, comece com duas gotas por segundo. Os efeitos de regulação do fluxo de água são os seguintes:
Aumento do número de gotas Aumenta o pH dentro do reactor.Fluxo à saída tem menores níveis de cálcio e alcalinidade dissolvidos.Turnover superior (mais água do reactor a chegar ao aquário).
Redução do número de gotas Reduz o pH dentro do reactor.Fluxo à saída tem maiores níveis de cálcio e alcalinidade dissolvidos.Turnover inferior (menos água do reactor a chegar ao aquário).
A botija de CO2 deverá ter um regulador de alta precisão. A maior parte dos reactores já vem com um conta-bolhas. Trata-se de um pequeno cilindro cheio de água e por onde irão passar as bolhas de CO2. Desta forma, poderemos contar o número de bolhas e regular o seu ritmo ajustando no regulador de CO2 que se encontra ligado à botija. Se não tiver instruções em contrário, regule o CO2 para uma bolha por segundo.
Os efeitos de regulação das bolhas de CO2 são os seguintes:
Aumento do número de bolhas Reduz o pH dentro do reactor.Fluxo à saída tem maiores níveis de cálcio e alcalinidade dissolvidos.O pH à saída do reactor reduz também.
Redução do número de bolhas Aumenta o pH dentro do reactor.Fluxo à saída tem menores níveis de cálcio e alcalinidade dissolvidos.O pH à saída do reactor aumenta também.
Não convém reduzir demasiado o pH dentro do reactor, pois além de poder baixar perigosamente o pH do próprio aquário, pode destruir a aragonite dentro do reactor, dissolvendo-a demasiado depressa e deixando-a com um aspecto lamacento, pelo que terá de ser posteriormente substituída.
Quando fizer ajustamentos, faça-os pequenos e efectue as medições do caudal após várias horas, pois o efeito dos ajustamentos não é imediato. O importante é conseguir os valores atrás identificados no fluxo à saída.
De longe a longe deverá repor no reactor a aragonite que vai sendo consumida. No que respeita à botija de CO2, esta também deverá ser enchida quando esvaziar. Como referência, a minha botija de 2 kg é enchida uma vez em cada três meses, sendo que o custo de enchimento para esta botija, dependendo do local ou loja, pode variar entre 10 e mais de 50 euros.
Mecanismos periféricos de um reactor de cálcio
Como mencionado atrás, em muitos reactores pode estar ligada uma sonda de pH, a qual poderá estar ligada a um controlador de pH. Por sua vez, este controlador de pH está ligado a uma válvula solenóide que corta ou permite a passagem de CO2 da botija para o reactor de cálcio. Ao programar o controlador para, por exemplo, um pH de 6,5, a válvula solenóide cortará o CO2 ao reactor assim que o pH baixar de 6,5, voltando a abrir a passagem assim que o pH voltar a subir. Apesar de facultativo, é um modo eficaz e seguro de manter um reactor de cálcio em funcionamento. O aquariofilista só terá de se preocupar com o fluxo de saída do reactor.
A válvula solenóide é um instrumento importante, mesmo na ausência de um controlador de pH, pois assegura o corte de CO2 em casos de falha de corrente eléctrica ou permite ligar a um temporizador caso se pretenda que o reactor funcione apenas durante o dia, por exemplo.
Já existem vários reactores no mercado que possuem uma válvula solenóide de série.
Outros dispositivos específicos de alguns modelos incluem sistemas de recirculação interna de CO2 e micro-filtros mecânicos à entrada do reactor. Lembre-se que o investimento num reactor de cálcio implica a compra de uma botija de CO2, manómetros, regulador e os outros dispositivos atrás mencionados, quando não façam parte do próprio reactor.
Porque é que devo instalar um reactor de cálcio?
Os habitantes do nosso aquário de recife merecem a devida atenção, sendo que a replicação do seu habitat natural será o mínimo que lhes podemos oferecer. Um reactor de cálcio ajuda-nos a conseguir atingir esse objectivo, pelo menos no que respeita ao equilíbrio e estabilidade química de um aquário. Mais cedo ou mais tarde, vai instalar um reactor destes, até porque se já se deixou contagiar pelo aquário de recife é porque já tem ou vai montar um aquário maior. Caso não efectue este investimento, ao escolher os seres para o seu aquário tenha em atenção esse facto, incluindo os custos que terá de reposição de cálcio e alcalinidade.
O reactor de cálcio é, portanto, um sistema simples e barato a longo prazo para adicionar cálcio e alcalinidade, mantendo estes parâmetros estáveis e elevados onde são mais precisos – num aquário de recife. Por algum motivo, os viveiros de propagação de corais utilizam reactores de cálcio nos seus tanques de crescimento...
Numa próxima edição continuaremos esta secção com outros mecanismos e automatismos para grandes aquários. Até lá, pense em GRANDE.
Texto: João Cotter BioAquária
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02-06 2:29PM |
Fluxo da água – Parte 1 – Por onde começar |
Comentários (2) |
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Autor: João Arini Exibições: 664 Respostas: 2
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Fluxo da água – Parte 1 – Por onde começar
Fonte: Advanced Aquarist - Janeiro/2008
Autor: Adam Blundell M.S.
url: http://www.advancedaquarist.com/2008/1/lines
Olá e bem vindo à série Fluxo da Água. Esta série de artigos será minha melhor tentativa para trazer para o mundo real a informação científica, e colocá-las em termos claros para hobistas. Não é necessário dizer que as informações científicas não são amigáveis para os hobistas, apenas para dizer que eu recebi emails e sugestões para tópicos que frequentemente remetiam ao Fluxo da Água.
Minha “intenção final” para esta série é responder algumas questões básicas. Eu recebi emails o tempo todo me com perguntas como: “Que tipo de bombas eu devo usar”, “O tipo X de bomba vale o preço”, “Qual é o melhor tipo de fluxo”, “O que são fluxo aleatório e fluxo linear que eu tenho ouvido falar”...
Eu fico sem palavras. Como eu posso dizer a alguém qual bomba comprar, quando eu não sei nada sobre seus desejos ? Mais importante ainda, como um hobista decide como montar seu sistema se eles não têm idéia de como a água irá se movimentar no tanque ?
Nano para Invertebrados
Quer você pretenda montar um pequeno tanque para invertebrados ou um aquário de 2.650 litros, você precisará pensar sobre o movimento da água e no desenho do fluxo.
Montando um aquário de água salgada
Bem antes de você por a água no seu aquário tenha certeza que você sabe como você vai movimentar a água nele! Você não acreditaria quantas pessoas (muito provavelmente incluindo você, o leitor) montam seus aquários e então começam a pensar como a água irá se movimentar. Bem, para seu próximo aquário (vamos pressupor que todo mundo monta outro) vamos resolver este assunto em primeiro lugar.
É um tanque de corais (reef) ? Você tem um sump ? Como a água produzirá a troca gasosa ? Como a água irá carregar nutrientes para o sistema filtrante ? É um biótopo ? É um aquário plantado ? QUAL É O TIPO DE FLUXO QUE VOCÊ QUER ?
Definindo a terminologia
Eu amo semânticas. Eu não tenho certeza porque mas a terminologia em geral é muito divertida. Talvez seja o desafio de trabalhar com alguma coisa que quase sempre dá errado. Independentemente do motivo, eu penso que é importante para os hobistas primeiro captar estes termos e saber como eles se relacionam aos seus aquários.
Fluxo aleatório
Eu ouço este termo aproximadamente 10 vezes por dia. Deixe-me esclarecer, você NÃO precisa de um verdadeiro fluxo aleatório em seu aquário. Por exemplo: você tem 10 powerheads e as coloca em seu tanque de 280 litros, apenas as fixando por cordas. Você as liga todas e as deixa soprando em torno. Isto significa, apenas por uma chance remota, todo mundo numa lua azul, completamente aleatório, todas aquelas powerheads por um momento estarão perto da superfície viradas para cima jogando água para fora do tanque e sobre as lâmpadas. Isto também significa que de vez em quando as powerheads irão soprar diretamente na areia todas juntas ao mesmo tempo. Isso também significa que todas as powerheads irão virar diretamente para seu frogspawn e soprar todo o tecido para fora. Ei, se isto é aleatório, é obrigatório que vai acontecer em algum momento. A chave para definir o fluxo aleatório é pela definição de que este NÃO é previsível.
Fluxo Caótico
Isto é o que as pessoas descrevem quando elas frequentemente se referem a Fluxo Aleatório. Fluxo Caótico significa que o movimento da água fará contato com a água se movendo numa direção diferente.
Por exemplo: Você pega duas powerheads em lados opostos do aquário e você posiciona ambas para o meio. No meio do aquário os dois corpos de fluido correm um contra o outro e o “momentum” é dissipado pela água empurrando em diferentes direções. Isto certamente não é aleatório. De fato é muito previsível. Se você vê um aquário como este e vê como a água está se movendo, você pode prever como a áqua estará se movendo 5 minutos depois, 10 horas depois, e até 2 semanas depois. Ela estará se movendo da mesma maneira que está na sua frente no momento.
Fluxo Alternado
Este fluxo é caracterizado pela mudança de direção, velocidade, volume, ou algum outro aspecto do fluxo da água. Por exemplo: O exemplo mais comum que eu posso pensar é um dispositivo de saída rotativa como um Sea Swirl. Se você não estiver familiarizado com ele eu vou simplificar que eles basicamente pegam a água de a partir de uma powerhead e empurram a água através de uma saída.
Contudo, diferentemente de uma powerhead padrão o Sea Swirl movimente esta saída horizontalmente de um lado para o outro mudando a direção que a água vai seguir. Agora, vamos dizer que você tem algumas destas no seu tanque. Elas continuamente movem de um lado para o outro e mudam a direção da água. Isto cria algum Fluxo Caótico, mas este Fluxo Caótico está mudando... de fato é por isto que é um Fluxo Alternado. Isto mais uma vez NÃO é um Fluxo Aleatório. Eu posso olhar este aquário com vários Sea Swirls. Eu posso temporizar quando tempo cada uma leva para mover de um lado para o outro. Então, eu posso calcular para onde elas vão estar apontando em 10 minutos, 10 horas ou 10 semanas. Isto certamente NÃO é aleatório mas é de fato muito previsível.
Este SeaSwirl é um dispositivo que rotaciona a saída de uma bomba. Isto causa um padrão de Fluxo Alternado.
Fluxo Laminar
A água fluindo em uma direção é chamado Fluxo Laminar. Isto também descreve a idéia de um grande fluxo de água nesta direção. Por exemplo: Tendo toda a água em seu tanque movendo da esquerda para a direita. Isto pode ser feito bombeando uma grande quantidade de água no lado esquerdo, e tendo um overflow do lado direito por onde a água sai do tanque. Assim toda a água vai fluindo da esquerda para a direita. Até recentemente isto não era usado, mas algum hobista aventureiro deve ter se divertido com isto. Outro exemplo: Tendo todo o fluxo da água circulando no aquário em movimentos circulares. Para entender a idéia imagine-se agitando seu braço em um tanque de 20 litros empurrando e redemoiando a água num círculo. Se você fizesse isto num aquário a água iria fluir sempre em uma direção em relação a qualquer item fixo (como um coral).
O aquário demonstrado aqui usa dois sistemas closed loop. As entradas para cada closed loop estão em lados opostos do aquário em relação às saídas. Portanto enquanto um closed loop está rodando ele drena a água de um lado do tanque e bombeia para o outro. Toda a água está fluindo em uma direção (digamos da esquerda para a direita). Então 4 horas depois este closed loop desliga e um segundo closed loop liga. Este está bombeando na direção oposta, então, toda a água se move da direita para a esquerda nas próximas 4 horas. Isto é Fluxo Laminar Alterado... Muito Legal!
Fluxo “Sloshing” / Fluxo das Marés
Este tipo era quase inexistente no hobby até recentemente. Este tipo de fluxo é caracterizado por empurrar um enorme volume de água (talvez o volume total do tanque) em uma direção por um breve espaço de tempo (vamos dizer 2 segundos) e então empurrar tudo de volta em outra direção. Isto é normalmente previsível. Por exemplo: Tendo um aquário inteiro apoiado em uma gangorra, então um lado se move para cima, e então para baixo, e então para cima e então para baixo (enquanto o outro lado se move no sentido oposto). Outro exemplo: Tendo um pistão em um lado do aquário empurrando e puxando, empurrando e puxando.
Ambos os casos fará toda a água ir de um lado para o outro.
Fluxo de onda
Este fluxo é caracterizado por mover-se um grande volume de água para cima e depois para baixo, depois para cima, depois para baixo. Exemplo: Derramando um balde de 20 litros no seu aquário de 280 litros de uma vez, então puxando de volta um balde de 20 litros. Isto é visto em piscinas de maré quando uma onda quebra nela e a água enche as piscinas e depois as esvazia. Isto acontece de novo e de novo com cada onda que passa. Isto também ocorre nos recifes onde fortes correntes e fortes ventos causam grandes ondas. Um mergulhador pode notar isto quando ele é literalmente levantado, depois baixado, depois levantado, depois baixado pela força da água ao redor dele. Como um complemento, trata-se de uma explosão presenciada debaixo da água. Nada é mais legal que ver todo um cardume de Yellow Tangs ser levantados a 1,20 m acima da coluna d'água e, em seguida, empurrado de volta para baixo a cada onda. Nota: Isto é realmente feito em um movimento circular.
Fluxo Estagnado
Este é na realidade uma ausência de fluxo de água. Muitos aquaristas estão tentando evitar isto, mas alguns aquários são realmente desenhados para minimizar o fluxo da água. Animais delicados (por exemplo, águas vivas) ou sistemas de água fria são frequentemente feitos para previnir o fluxo da água.
Fluxo Circular
Descreve o movimento vertical da água em um padrão circular (lembre que o fluxo circular horizontal é um tipo de fluxo laminar). Por exemplo, muitos tanques “kreisel” são desenhados para manter os itens movendo lentamente em um círculo. Isto é frequentemente feito para produzir um ambiente “suspenso”. O exemplo mais comum inclui aquários para águas vivas e aquários de criação de larvas.
Conclusão
Fluxo da água é um enorme tópico. Por agora o objetivo deste artigo é fazer as pessoas pensarem na terminologia e como descrever apropriadamente o fluxo da água. Há muitas maneiras de movimentar a água e muitas direções/velocidades/volumes para fazer isto. Para concluir, tenha isto em mente conforme avançarmos na descrição do fluxo da água.
Sobre o Autor
Adam Blundell M.S. trabalha na Marine Ecology, e em Patologia na Universidade de Utah. Ele é também diretor da The Aquatic & Terrestrial Research Team, um grupo que utilize projetos de pesquisa para juntar hobistas e cientistas. A visão dele é ver este tipo de colaboração levar a novos avanços na manutenção de aquários. Quando não está no laboratório Adam presta serviços para um dos maiores clubes de hobistas dos EUA, o Wasatch Marine Aquarium Society (www.utahreefs.com). Adam conquistou um bacharel em Biologia Marinha e um MS nos campos de Recursos Naturais e da Saúde.
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